Tag: gestão pública

  • Município em expansão lança edital para aquisição de terrenos particulares e reforça importância do planejamento territorial

    Município em expansão lança edital para aquisição de terrenos particulares e reforça importância do planejamento territorial

    Uma das cidades que mais cresce em Santa Catarina anunciou a abertura de edital para aquisição de terrenos particulares, iniciativa voltada à ampliação da capacidade de planejamento urbano e implementação de projetos públicos estratégicos. A medida reflete a crescente necessidade de organização territorial em municípios que registram forte expansão populacional e econômica.

    O movimento ocorre em um cenário de aumento da demanda por infraestrutura, equipamentos públicos, mobilidade urbana e áreas destinadas à prestação de serviços essenciais. A aquisição de imóveis pelo poder público é um instrumento frequentemente utilizado para viabilizar projetos de interesse coletivo e antecipar necessidades decorrentes do crescimento urbano.

    Além dos aspectos urbanísticos, iniciativas dessa natureza exigem atenção especial aos procedimentos de avaliação imobiliária, regularidade fundiária e compatibilidade com os instrumentos de planejamento municipal.

    Crescimento urbano e gestão estratégica do território

    O avanço acelerado de determinados municípios tem ampliado os desafios relacionados à ocupação do solo e à expansão da infraestrutura urbana. A aquisição planejada de áreas pelo poder público pode contribuir para evitar ocupações desordenadas, reduzir custos futuros de desapropriação e aumentar a eficiência na implementação de projetos estruturantes.

    Em regiões com forte valorização imobiliária, a antecipação de investimentos em áreas estratégicas também se torna relevante para garantir viabilidade econômica de futuras intervenções públicas.

    Reflexos para proprietários e mercado imobiliário

     

    Editais de aquisição de terrenos costumam gerar movimentação no mercado imobiliário local, criando oportunidades para proprietários interessados na alienação de áreas compatíveis com os critérios definidos pela administração pública.

    Ao mesmo tempo, a expansão urbana e os investimentos públicos tendem a influenciar a valorização imobiliária e a dinâmica de ocupação do território, tornando cada vez mais relevante a análise de aspectos fundiários, urbanísticos e regulatórios relacionados aos imóveis.

    Conclusão

    A abertura de edital para aquisição de terrenos particulares por município em forte expansão demonstra a importância do planejamento territorial como ferramenta de gestão pública. A medida evidencia que o crescimento urbano sustentável depende não apenas de investimentos em infraestrutura, mas também de estratégias antecipadas de organização do território e de gestão eficiente do patrimônio imobiliário.

    Fonte: NSC Total.


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  • Planejamento Ambiental Municipal: Ferramentas Legais e Estratégias para Modernizar sua Secretaria de Meio Ambiente

    Planejamento Ambiental Municipal: Ferramentas Legais e Estratégias para Modernizar sua Secretaria de Meio Ambiente

    Gestores públicos enfrentam, diariamente, o desafio de promover desenvolvimento sem abrir mão da proteção ambiental. Em um cenário de crescente exigência por responsabilidade ambiental — seja por parte de órgãos de controle, da sociedade ou de investidores —, as Secretarias Municipais de Meio Ambiente precisam evoluir.

    A modernização da gestão ambiental local passa obrigatoriamente por um planejamento técnico, legal e estratégico, que viabilize ações efetivas, acesso a recursos públicos e segurança jurídica nas decisões administrativas.

    Neste artigo, apresentamos as principais ferramentas legais e estratégias que as prefeituras podem usar para fortalecer a política ambiental municipal e modernizar sua estrutura de forma segura e eficiente.

    Por que planejar a gestão ambiental municipal?

    A ausência de planejamento ambiental gera consequências diretas para o município:

    • Irregularidades administrativas que podem levar à responsabilização do gestor;
    • Dificuldade em atrair empresas que dependem de licenciamento ambiental;
    • Ineficiência nos serviços públicos de fiscalização e regularização;
    • Perda de acesso a recursos federais e convênios por falta de estrutura.

    Por outro lado, municípios com políticas ambientais planejadas:

    • Conseguem licenciar com mais agilidade e segurança;
    • Têm acesso a fundos públicos e financiamentos internacionais;
    • Ganham legitimidade perante órgãos de controle e a população;
    • Tornam-se referência regional no ordenamento territorial e no uso sustentável dos recursos.

     

    Ferramentas legais para planejar a política ambiental municipal

     

    Um bom planejamento ambiental começa com a adoção de instrumentos legais adequados e atualizados. Os principais são:

    a) Plano Municipal de Meio Ambiente (PMMA)

    Documento estratégico que orienta as ações ambientais do município. Deve conter:

    • Diagnóstico ambiental local;
    • Diretrizes para licenciamento, fiscalização, educação ambiental e proteção de recursos;
    • Metas e prazos para execução das políticas públicas;
    • Integração com o Plano Diretor e demais planos setoriais.

    b) Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE)

    Ferramenta de ordenamento territorial que identifica áreas prioritárias para conservação, produção e expansão urbana. Fundamental para fundamentar decisões de uso do solo e licenciamento.

    c) Código Ambiental Municipal

    É a legislação local que define regras para o licenciamento, fiscalização, infrações e medidas de controle. Precisa estar alinhado ao novo marco legal do licenciamento ambiental e prever, inclusive, o uso da LAC.

    d) Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA)

    Órgão colegiado responsável por deliberar sobre políticas ambientais. Sua existência ativa é exigência legal para descentralização e confere legitimidade aos atos da secretaria.

    e) Convênios e consórcios intermunicipais

    A celebração de convênios com estados ou a participação em consórcios públicos permite dividir custos, compartilhar técnicos e ampliar a capacidade de gestão.

     

    Estratégias para modernizar a Secretaria de Meio Ambiente

     

    Modernização não é apenas informatizar. Envolve repensar o modelo de gestão, os processos internos e a forma como as decisões são tomadas. Veja algumas estratégias práticas:

    a) Mapeamento de competências e fluxos internos

    Antes de reformular ou ampliar a atuação da secretaria, é preciso saber como ela funciona hoje: quais servidores atuam em quais áreas, quais etapas existem nos processos e onde estão os gargalos.

    b) Implantação de sistema eletrônico de licenciamento e fiscalização

    Ferramentas digitais como o SISLAC (Sistema de LAC), plataformas próprias ou adaptadas, garantem rastreabilidade, segurança jurídica e celeridade.

    c) Capacitação contínua da equipe técnica

    Não basta contratar técnicos: é necessário investir em formação permanente, especialmente em temas como legislação ambiental, análise de impacto, uso de SIG e interpretação jurídica.

    d) Criação de protocolos e critérios técnicos objetivos

    Toda atividade licenciável deve ter um protocolo técnico padronizado. Isso dá segurança ao técnico, ao gestor e ao empreendedor.

    e) Apoio jurídico institucional permanente

    Assessoria jurídica ambiental é essencial para validar atos normativos, evitar nulidades e proteger o gestor de responsabilizações futuras.

     

    Fontes de financiamento para estruturar a política ambiental local

     

    Muitos municípios não modernizam suas secretarias ambientais por falta de orçamento — mas existem diversas fontes de recursos disponíveis, como:

    • Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA);
    • Recursos oriundos de compensações ambientais e TACs judiciais;
    • Convênios com Ministérios, como o do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA);
    • Recursos estaduais via Secretarias Ambientais ou Fundos Ambientais Estaduais;
    • Cooperação internacional e ONGs com atuação técnica;
    • Recursos do ICMS Ecológico (onde vigente);
    • Termos de cooperação com iniciativa privada.

    Para acessar esses recursos, o município precisa:

    • Ter plano de trabalho e metas claras;
    • Demonstrar capacidade técnica e institucional;
    • Estar regularizado junto aos cadastros ambientais e ao CNOMM.

     

    O papel da liderança do gestor público na política ambiental

     

    Mais do que estruturar leis e sistemas, a postura do gestor público é decisiva para o sucesso da política ambiental local.

    O prefeito e o secretário ambiental devem:

    • Priorizar a pauta ambiental como política de desenvolvimento;
    • Estabelecer metas claras e cobrar resultados da equipe;
    • Dialogar com a sociedade e os empreendedores locais;
    • Participar ativamente de fóruns e conselhos ambientais regionais.

    Sem liderança institucional, os avanços legais e técnicos podem se perder por falta de execução.

     

    A importância do planejamento integrado com outras políticas públicas

    A política ambiental municipal não pode ser isolada. Ela deve dialogar com:

    • Planejamento urbano e habitação;
    • Saúde pública (controle de vetores, resíduos, etc.);
    • Mobilidade urbana e transporte;
    • Educação ambiental nas escolas;
    • Agricultura e abastecimento;
    • Turismo sustentável.

    A integração entre secretarias é chave para resultados efetivos e duradouros.

     

    Conclusão

    Modernizar a Secretaria de Meio Ambiente é um passo essencial para garantir desenvolvimento sustentável, atrair investimentos e cumprir a função institucional do município.

    Com planejamento adequado, uso de ferramentas legais como PMMA, ZEE e a LAC, e apoio técnico e jurídico, é possível transformar a gestão ambiental local em um exemplo de eficiência e responsabilidade.

    O município que investe em gestão ambiental qualificada fortalece sua governança, protege seu território e melhora a qualidade de vida da população.

    Sua prefeitura quer estruturar uma política ambiental moderna, segura e eficaz? Fale com a equipe da Martins Zanchet Advocacia Ambiental e conte com assessoria técnica e jurídica para transformar a gestão ambiental do seu município.


     

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  • STF mantém decisão que obriga São Paulo a detalhar gastos com proteção ambiental

    STF mantém decisão que obriga São Paulo a detalhar gastos com proteção ambiental

    O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a decisão que exige que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil) apresente um relatório detalhado sobre a execução orçamentária dos programas de proteção ambiental referentes aos anos de 2023 e 2024. O julgamento virtual foi concluído em 21 de fevereiro de 2025.

    Contexto da decisão

     

    Em dezembro de 2024, o ministro Flávio Dino, relator do caso, emitiu uma liminar determinando que o estado de São Paulo fornecesse, no prazo de 30 dias, informações detalhadas sobre os recursos destinados, especialmente, à prevenção de queimadas. Além disso, a decisão exigiu que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) apresentasse um relatório das autorizações concedidas nos últimos cinco anos para o uso de fogo, visando analisar possíveis aumentos nas permissões.

    A ação foi movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que argumentou que, diante da emergência climática, o governo paulista estaria negligenciando suas obrigações de proteção ambiental. Entre as solicitações, o partido pediu o aumento dos recursos destinados ao combate a incêndios e a intensificação da proteção nas áreas dos biomas Cerrado e Mata Atlântica.

    Voto do relator

    O ministro Flávio Dino destacou a vulnerabilidade ambiental do estado, evidenciada pelas intensas e recorrentes queimadas em 2024, que afetaram a qualidade do ar, reduziram a visibilidade e causaram impactos significativos na saúde pública. Ele enfatizou a necessidade de reforçar a fiscalização e o controle ambiental para reduzir novos focos de incêndio e implementar uma infraestrutura adequada para prevenção e combate desses eventos em 2025. Todos os demais ministros acompanharam o voto do relator, mantendo a decisão inicial.

    Implicações para o governo de São Paulo

    Com a confirmação da decisão, o governo paulista deverá:

    • Fornecer transparência: Apresentar relatórios detalhados sobre a aplicação dos recursos destinados à proteção ambiental, demonstrando o comprometimento com a gestão responsável dos fundos públicos.
    • Reavaliar políticas ambientais: Analisar e, se necessário, reformular as estratégias de prevenção e combate a queimadas, assegurando a eficácia das ações implementadas.
    • Fortalecer a fiscalização: Intensificar as atividades de monitoramento e controle para prevenir práticas que possam resultar em danos ambientais, especialmente incêndios.

    O papel do Martins Zanchet Advocacia Ambiental

    Diante desse cenário, o Martins Zanchet Advocacia Ambiental está preparado para auxiliar órgãos governamentais e entidades privadas a:

    • Elaborar relatórios de conformidade: Produzir documentos que atendam às exigências legais e judiciais, garantindo transparência e precisão nas informações prestadas.
    • Desenvolver políticas ambientais eficazes: Oferecer consultoria na criação e implementação de estratégias que promovam a sustentabilidade e a proteção dos recursos naturais.
    • Acompanhar processos judiciais: Representar clientes em ações relacionadas ao direito ambiental, assegurando a defesa de seus interesses e o cumprimento das obrigações legais.

    Conclusão

    A decisão do STF reforça a importância da transparência e da responsabilidade na gestão dos recursos destinados à proteção ambiental. Para o estado de São Paulo, isso implica em uma revisão cuidadosa de suas práticas e políticas ambientais, assegurando que estejam alinhadas com as exigências legais e as necessidades de preservação dos biomas locais. Contar com assessoria jurídica especializada, como a oferecida pelo Martins Zanchet Advocacia Ambiental, é fundamental para navegar com segurança nesse contexto e garantir a conformidade com as determinações judiciais.

    Fonte: STF mantém decisão que mandou SP informar gastos com proteção ambiental em 2023 e 2024

     


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