Tag: ocupação irregular

  • Justiça determina realocação de capela em área costeira e reforça prevalência de restrições ambientais

    Justiça determina realocação de capela em área costeira e reforça prevalência de restrições ambientais

    Decisão judicial determinou a realocação de uma capela localizada em área costeira após reconhecimento de incompatibilidade com as restrições ambientais aplicáveis à região. O caso envolve construção histórica associada à presença de jesuítas, mas que, segundo o entendimento judicial, não afasta a incidência das normas de proteção ambiental.

    A decisão destaca que, mesmo em situações envolvendo bens de valor cultural ou histórico, a permanência de estruturas em áreas ambientalmente sensíveis pode ser questionada quando houver conflito com o regime jurídico de proteção. A determinação de realocação indica a prevalência das normas ambientais sobre a ocupação irregular, independentemente do tempo de existência da edificação.

    O caso também evidencia que a consolidação fática de ocupações em áreas protegidas não garante sua permanência quando identificada incompatibilidade com a legislação vigente. A análise judicial considerou a necessidade de compatibilizar o uso da área com as regras ambientais aplicáveis, ainda que isso implique a remoção da estrutura existente.

    Conflito entre ocupação consolidada e restrições ambientais

    A decisão reforça a tendência de aplicação rigorosa das normas ambientais em áreas sensíveis, especialmente em zonas costeiras, onde a proteção legal costuma ser mais restritiva. O tempo de ocupação ou o valor histórico do bem não são, por si só, suficientes para afastar a obrigação de adequação às regras ambientais.

    Casos dessa natureza costumam envolver conflitos entre diferentes interesses — ambientais, culturais e sociais — exigindo análise técnica e jurídica detalhada para definição das medidas cabíveis.

    Conclusão

    A determinação judicial de realocação da capela evidencia que restrições ambientais podem prevalecer mesmo em situações de ocupação antiga ou de valor histórico. O entendimento reforça a centralidade das normas de proteção ambiental na definição do uso do território e a necessidade de compatibilização entre diferentes interesses em áreas sensíveis.

    Fonte: DireitoAmbiental.com


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  • Demolição de edificações irregulares em Ribeirão da Ilha, Florianópolis

    Demolição de edificações irregulares em Ribeirão da Ilha, Florianópolis

    Na manhã de 5 de novembro de 2025, cerca de 20 construções foram demolidas em área da Ilha Sul de Florianópolis, em operação coordenada pela prefeitura da cidade. A ação atingiu imóveis erguidos em lotes resultantes de parcelamento de solo irregular, sem inscrição imobiliária ou localizados em Área de Preservação Permanente (APP).

    Detalhes da operação e justificativas

     

    A força-tarefa envolveu órgãos municipais de fiscalização de obras, serviços públicos, meio ambiente, defesa civil, assistência social e guarda municipal, além de entidades estaduais como polícia militar ambiental, polícia civil e empresas de saneamento e energia. A prefeitura afirmou que a ação faz parte de uma fase da “Operação Solo Legal”, voltada a combater irregularidades fundiárias e de ocupação em áreas ambientalmente sensíveis.

    Implicações ambientais, urbanísticas e sociais

     

    A demolição dessas construções representa um marco no esforço da cidade para retomar o controle sobre ocupações irregulares em áreas de alto risco ou em zonas de preservação. Por outro lado, levanta desafios associados à realocação das pessoas envolvidas, à garantia de que as áreas sejam efetivamente recuperadas e à manutenção de um monitoramento contínuo para evitar novas ocupações irregulares.

    Como a Martins Zanchet pode ajudar

    A consultoria Martins Zanchet pode oferecer suporte estratégico e técnico para empresas, incorporadoras ou mesmo órgãos públicos que atuam ou desejam atuar em contextos semelhantes, especialmente em regiões com risco de ocupação irregular ou sensíveis ambientalmente. Entre os serviços estão:

    • Avaliação de viabilidade de empreendimentos em áreas com risco de irregularidade fundiária ou em zona de preservação.

    • Mapeamento e análise de passivos ambientais e fundiários decorrentes de ocupações não autorizadas.

    • Desenvolvimento de planos de conformidade e recuperação fundiária ou ambiental, incluindo monitoramento e mitigação de riscos.

    • Assistência na negociação com órgãos públicos, elaboração de relatórios de impacto e apresentação de estratégias de comunicação para partes interessadas.

    Com esse tipo de apoio, empresas e instituições podem antecipar riscos, estruturar operações de forma mais segura e contribuir para que iniciativas de recuperação ou regularização ganhem eficiência e credibilidade.

    Fonte:
    “VÍDEO: 20 construções irregulares são demolidas em Florianópolis”, ND Mais, 5 de novembro de 2025. (https://ndmais.com.br/meio-ambiente/video-20-construcoes-irregulares-sao-demolidas-em-florianopolis/)


     

     

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  • Justiça Determina Demolição na Praia Mole

    Justiça Determina Demolição na Praia Mole

    A Justiça Federal de Santa Catarina, por meio da 6ª Vara Federal de Florianópolis, determinou a demolição de estabelecimentos comerciais localizados na Praia Mole, uma das áreas mais icônicas do litoral catarinense. A decisão se baseia na constatação de que as construções ocupam área de marinha e de preservação permanente, configurando uso irregular de bens públicos pertencentes à União.

    Motivação e Fundamentação da Decisão

    A ação judicial teve como principal argumento a necessidade de preservação ambiental, uma vez que as construções impedem a regeneração da vegetação nativa protegida por lei. Além da demolição das edificações, os réus foram condenados ao pagamento de indenizações de R$ 100 mil por danos ambientais. Uma exceção foi concedida a um dos estabelecimentos, que teve a multa reduzida devido ao tempo de ocupação da área ser menor.

    O juiz federal Marcelo Krás Borges, responsável pela sentença, ressaltou que a remoção das construções não trará impactos negativos ao turismo da região. Pelo contrário, ele citou exemplos de praias que se valorizaram turisticamente após a retirada de edificações irregulares, como a Praia de Palmas, que se tornou uma referência em conservação ambiental e turismo sustentável.

    A decisão destaca que cabe ao município buscar alternativas sustentáveis para o turismo local, sem a utilização de áreas protegidas ou marinhas para exploração comercial.

    Reações e Próximos Passos

    A determinação da Justiça Federal gerou reações imediatas por parte dos empresários afetados e da Prefeitura de Florianópolis, que já estavam em tratativas para regularizar a situação das construções na Praia Mole. A Procuradoria-Geral do Município informou que está analisando a decisão judicial e que tomará as medidas cabíveis, possivelmente recorrendo da decisão.

    A defesa de um dos empreendedores envolvidos argumentou que havia um projeto em desenvolvimento, com participação da prefeitura e do Ministério Público Federal (MPF), para regulamentação da área, e que a decisão judicial pode representar um risco à infraestrutura local, segurança e condições sanitárias da praia.

    Ainda cabe recurso contra a sentença, e os réus podem buscar reverter a decisão nas instâncias superiores. Enquanto isso, a comunidade local e os frequentadores da Praia Mole aguardam os desdobramentos sobre o futuro dos estabelecimentos e a possível reestruturação do turismo na região.

    Fonte: TRF4 – Sentença determina demolição de estabelecimentos na Praia Mole, Florianópolis.


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