Tag: PRA

  • Produtores enfrentam impasses operacionais e jurídicos para acesso aos recursos do Plano Safra

    Produtores enfrentam impasses operacionais e jurídicos para acesso aos recursos do Plano Safra

    Apesar do anúncio de cifras bilionárias e do discurso de apoio ao setor agropecuário, o acesso aos recursos do Plano Safra 2024/2025 tem sido marcado por entraves práticos, burocráticos e operacionais, comprometendo a previsibilidade financeira de milhares de produtores rurais.

    Em entrevista recente, o ex-presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Amauri Ribeiro (UB), afirmou que, na prática, os valores prometidos pelo governo federal não estão chegando ao campo. Segundo ele, o recurso “não existe” em termos de disponibilidade real. Muitos produtores encontram dificuldade em acessar as linhas de crédito anunciadas, seja por falta de liberação de recursos pelas instituições financeiras, seja por exigências técnicas e ambientais complexas, muitas vezes mal esclarecidas.

    Esse cenário cria um paradoxo: o crédito está formalmente anunciado, mas não é operacionalizado com a eficiência necessária, impactando o planejamento da safra, a aquisição de insumos e a modernização da produção.

    Além disso, produtores têm enfrentado condicionantes ambientais cada vez mais exigentes para obtenção de financiamentos, como a necessidade de regularização do CAR, cumprimento de obrigações do PRA e demonstração de conformidade legal e ambiental da propriedade. Tais exigências, embora importantes do ponto de vista da sustentabilidade e da rastreabilidade, carecem de clareza e uniformidade, especialmente em estados com estrutura administrativa insuficiente.

    Essa combinação de desorganização financeira e insegurança jurídica não apenas limita o crescimento da atividade rural, como também cria um ambiente de risco institucional, em que o produtor é responsabilizado por entraves que estão além de sua governabilidade direta.

     

    Nesse contexto, o suporte jurídico especializado torna-se decisivo. A análise documental, a interlocução com agentes financeiros e a preparação técnica para cumprimento de exigências ambientais e fundiárias são ferramentas estratégicas para garantir acesso aos recursos e evitar passivos legais no futuro.

    Na Martins Zanchet Advocacia Ambiental, atuamos na intersecção entre a realidade produtiva do campo e as exigências legais impostas pelas instituições financeiras e órgãos ambientais. Nossos clientes contam com assessoria preventiva e reativa, com foco em resultados sustentáveis, seguros e alinhados às diretrizes do mercado.

    Com a devida orientação, é possível transformar os obstáculos do Plano Safra em oportunidades de valorização do imóvel rural e de blindagem jurídica da atividade produtiva.

    Fonte: Jornal Opção – “Dinheiro do Plano Safra não apareceu para os produtores: ‘Na prática, ele não existe’” (26 set. 2025).

     

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  • Avanços e desafios na implementação do Código Florestal: cenário atual para o setor rural

    Avanços e desafios na implementação do Código Florestal: cenário atual para o setor rural

    Mais de uma década após a promulgação do novo Código Florestal (Lei 12.651/2012), o Brasil apresenta progressos significativos em sua implementação. No entanto, os dados mais recentes revelam grande desigualdade entre os estados, tanto na estruturação de seus sistemas de monitoramento quanto na regularização efetiva das propriedades rurais.

    O Cadastro Ambiental Rural (CAR), pilar fundamental do Código Florestal, alcançou cobertura praticamente total no território nacional. Contudo, a etapa seguinte – a validação desses cadastros pelos estados – segue em ritmo desigual, o que compromete a segurança jurídica de milhares de produtores. Enquanto estados como Mato Grosso e Pará avançaram com sistemas digitais eficientes, outros enfrentam gargalos técnicos, falta de pessoal capacitado e entraves burocráticos.

     

    Outro ponto central é a lentidão na implementação dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs), que deveriam permitir que produtores rurais com passivos ambientais possam recuperar áreas de preservação permanente (APPs) e reservas legais (RLs) sem penalidades. Sem a efetiva implantação desses programas, permanecem as incertezas jurídicas e os riscos de sanções administrativas e restrições a créditos e financiamentos.

    Na prática, essa morosidade afeta diretamente o setor produtivo, que se vê obrigado a operar em um cenário de insegurança e interpretações divergentes, dificultando investimentos e parcerias comerciais. Mesmo produtores que desejam regularizar suas áreas encontram obstáculos técnicos e jurídicos para concluir o processo.

    Nesse contexto, o papel da assessoria jurídica especializada é essencial para interpretar os marcos regulatórios estaduais, acompanhar atualizações normativas e garantir que o produtor rural atue de forma preventiva. Combinando conhecimento técnico da legislação ambiental com soluções práticas aplicáveis ao cotidiano das propriedades, é possível mitigar riscos, acelerar a regularização e fortalecer a imagem ambiental do empreendimento.

    A Martins Zanchet Advocacia Ambiental atua de forma estratégica ao lado do setor agropecuário, oferecendo suporte completo em regularização ambiental, acompanhamento do CAR e PRAs, defesa em autuações ambientais e estruturação jurídica de passivos florestais. Nosso compromisso é garantir segurança jurídica com base sólida na legislação e foco na continuidade operacional do produtor rural.

    Fonte: O Eco – Implementação do Código Florestal avança no Brasil, mas ainda enfrenta desigualdades, indica estudo.

     

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  • Compensação de Reserva Legal: Regularize Sem Perder Produtividade

    Compensação de Reserva Legal: Regularize Sem Perder Produtividade

    Regularização Sem Abrir Mão da Produção

    A exigência legal de manter uma área de vegetação nativa como Reserva Legal (RL) é um dos principais desafios para propriedades rurais em processo de adequação ambiental. Em muitos casos, a recomposição direta da vegetação implicaria em perda de áreas produtivas consolidadas. No entanto, o Código Florestal oferece mecanismos legais que permitem a regularização por meio da compensação da RL, garantindo segurança jurídica sem comprometer a produção agrícola ou pecuária.

    Com o fortalecimento da fiscalização ambiental e a vinculação do crédito rural à regularidade no Cadastro Ambiental Rural (CAR), a compensação da RL tornou-se uma alternativa viável, eficiente e estratégica para produtores que buscam regularizar sua situação fundiária e ambiental.

     

    O Que é Reserva Legal?

    Reserva Legal é a porção da propriedade rural que deve ser preservada com vegetação nativa, conforme determinado pela Lei nº 12.651/2012. Essa área tem função ambiental relevante: preservar a biodiversidade, proteger os recursos hídricos e contribuir para o equilíbrio ecológico da região.

    A porcentagem obrigatória de RL varia conforme o bioma:

    • 80% nas áreas de floresta da Amazônia Legal;
    • 35% nas áreas de cerrado dentro da Amazônia Legal;
    • 20% nos demais biomas (Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal).

    A ausência de RL regularizada configura infração ambiental, sujeita à aplicação de multas, embargos, suspensão de crédito e outras penalidades.

     

    Quem Pode Utilizar a Compensação?

    A compensação de Reserva Legal é permitida a produtores rurais que tenham desmatado além do limite legal, especialmente quando o desmatamento ocorreu antes de 22 de julho de 2008. A condição essencial para a utilização dos mecanismos de compensação é que o imóvel esteja devidamente inscrito no CAR e, quando exigido, o proprietário tenha formalizado adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

     

    Modalidades de Compensação Previstas no Código Florestal

    A legislação federal admite quatro modalidades principais para compensar a RL:

    1. Cotas de Reserva Ambiental (CRA)

    O produtor pode adquirir cotas vinculadas a imóveis que possuem vegetação nativa excedente e estejam regularizados. As CRAs são comercializadas no mercado e registradas em cartório, podendo ser utilizadas para suprir o passivo de outro imóvel, desde que localizado no mesmo bioma.

    1. Arrendamento de Área com Vegetação Nativa

    É possível arrendar uma área em outra propriedade com vegetação nativa preservada, também dentro do mesmo bioma. O contrato de arrendamento deve ser formalizado por escritura pública com finalidade específica de compensação.

    1. Doação de Área em Unidade de Conservação

    A legislação permite a doação de área localizada em unidade de conservação de domínio público que ainda não foi regularizada fundiariamente, desde que a área seja equivalente ao déficit de RL.

    1. Compensação com Imóvel Próprio

    Caso o produtor possua outro imóvel rural com vegetação nativa excedente, é possível utilizá-lo para compensar o déficit de RL da propriedade principal, desde que ambos estejam localizados no mesmo bioma.

     

    Requisitos Legais para a Compensação

    Para que a compensação seja válida e reconhecida pelo órgão ambiental, é necessário que:

    • A propriedade esteja inscrita e validada no CAR;
    • A compensação ocorra dentro do mesmo bioma do imóvel com déficit;
    • A área utilizada esteja regular, registrada em cartório e livre de pendências fundiárias ou ambientais;
    • A modalidade escolhida esteja formalmente aprovada pelo órgão ambiental competente, com documentação completa.

     

    Vantagens da Compensação de Reserva Legal

    • Preservação da atividade econômica: o produtor mantém sua área agricultável ou pecuária em uso, sem prejuízo produtivo.
    • Redução de custos: a aquisição ou arrendamento pode ser mais econômico e menos demorado do que a recomposição florestal.
    • Suspensão de sanções: ao formalizar a compensação, o produtor evita multas e embargos, desde que cumpra o termo firmado com o órgão ambiental.
    • Facilidade de acesso a crédito: com a RL regularizada, o imóvel se torna habilitado para financiamentos públicos e linhas de crédito rural.
    • Valorização do imóvel rural: a propriedade ganha liquidez, segurança jurídica e atratividade no mercado.

     

    Como Comprovar a Compensação de Forma Legal

    New businessmen are meeting for business planning

    Após a escolha e formalização da modalidade de compensação, é necessário apresentar os seguintes documentos ao órgão ambiental:

    • Termo de adesão ao PRA, quando aplicável;
    • Escritura pública ou contrato de arrendamento com finalidade de compensação;
    • Certidão de regularidade da área compensada;
    • Registro da CRA, quando for o caso;
    • Atualização do CAR com a compensação informada.

    Todos os documentos devem ser analisados e aprovados pelo órgão competente antes de a regularização ser considerada válida.

     

    Referência Técnica: O Caso de São Paulo

    Em 2025, o Estado de São Paulo publicou o Manual Técnico Operacional de Compensação de Reserva Legal, padronizando os trâmites e exigências para processos de compensação. O documento detalha critérios técnicos, documentação obrigatória, procedimentos cartoriais e a atuação conjunta com consultores ambientais e jurídicos.

    A iniciativa visa dar segurança jurídica ao produtor e acelerar os processos de análise, servindo como modelo para outros estados.

     

    A Importância do Acompanhamento Jurídico Especializado

    Apesar de estar prevista em lei, a compensação de RL envolve aspectos fundiários, ambientais e registrais que exigem análise técnica e jurídica precisa. O assessoramento jurídico é essencial para:

    • Verificar a segurança jurídica da área a ser utilizada;
    • Redigir contratos e escrituras públicas com finalidade ambiental específica;
    • Orientar sobre exigências cartoriais e fiscais;
    • Acompanhar os trâmites junto aos órgãos ambientais;
    • Atuar em defesas ou recursos administrativos, caso haja impugnação do processo de compensação.

    A Martins Zanchet Advocacia Ambiental atua diretamente com produtores em todo o Brasil, oferecendo soluções jurídicas personalizadas para viabilizar a compensação da RL com foco na proteção do patrimônio, regularidade legal e continuidade da atividade produtiva.

     

    Conclusão

    A compensação de Reserva Legal é um instrumento legal e estratégico que permite ao produtor rural resolver pendências ambientais sem comprometer sua produção. Com planejamento adequado, análise técnica e suporte jurídico, é possível regularizar a propriedade, evitar sanções, recuperar o acesso ao crédito e valorizar o imóvel rural.

    Está com déficit de Reserva Legal e busca uma solução segura para se regularizar sem perder área produtiva? Fale com a Martins Zanchet Advocacia Ambiental e conheça as melhores estratégias legais para realizar a compensação da sua RL com agilidade e respaldo jurídico.


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  • Crédito Rural 2026 Dependerá de Regularização Ambiental

    Crédito Rural 2026 Dependerá de Regularização Ambiental

    A Nova Regra do Crédito Rural: Regularidade Ambiental Passa a Ser Obrigatória

     

    Com a entrada em vigor da Resolução CMN nº 5.193/2024, o financiamento rural no Brasil passa a depender diretamente da situação ambiental da propriedade. A partir de janeiro de 2026, apenas imóveis rurais regularizados ambientalmente poderão contratar crédito com instituições financeiras públicas ou acessar linhas subsidiadas.

    Isso significa que produtores e empresas que não estiverem com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado, sem embargos ativos e, quando necessário, aderidos ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), estarão fora do sistema oficial de crédito rural, que hoje financia boa parte da produção agropecuária nacional.

    A vinculação entre financiamento e conformidade ambiental representa uma transformação estrutural, que exige preparação técnica, documental e jurídica ainda em 2025.

    O Que Será Exigido para Conceder Crédito a Partir de 2026?

    Apenas estar inscrito no CAR não será suficiente. O produtor precisará comprovar, por meio de documentos válidos e atualizados, que a propriedade está ambientalmente regular. As exigências mínimas incluem:

    • Comprovante de inscrição no CAR com status de análise finalizada, sem pendências técnicas ou sobreposições com áreas protegidas ou terras públicas;
    • Declaração de adesão ao PRA, se houver passivos ambientais identificados;
    • Ausência de embargos ativos ou autos de infração pendentes;
    • Comprovação de cumprimento de condicionantes ambientais anteriores.

    As instituições financeiras acessarão essas informações por meio de sistemas integrados ao Banco Central, Ibama, INPE (via PRODES) e órgãos ambientais estaduais.

    O Que Define uma Propriedade Ambientalmente Regular?

    Para fins de financiamento rural, uma propriedade será considerada regular quando cumprir cumulativamente os seguintes critérios:

    • Cadastro Ambiental Rural com informações corretas, validadas pelo órgão estadual competente;
    • Delimitação adequada de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL), conforme o bioma e a legislação aplicável;
    • Ausência de passivos ambientais não regularizados;
    • Existência de Termo de Compromisso firmado com o órgão ambiental, com cronograma de execução técnica das medidas corretivas, quando aplicável;
    • Histórico livre de desmatamento ilegal ou embargo por fiscalização federal ou estadual.

    Quais São os Riscos de Não Se Adequar?

    A falta de regularização ambiental resultará em restrições imediatas e progressivas à atividade agropecuária. Os principais impactos são:

    • Bloqueio de acesso às linhas de crédito de custeio, investimento e comercialização;
    • Impossibilidade de renovar financiamentos em andamento;
    • Exclusão de programas de subvenção ao seguro rural e apoio à exportação;
    • Perda de competitividade frente a mercados e compradores que exigem conformidade ambiental;
    • Risco de autuações administrativas e ações judiciais em casos de falsidade ideológica ou omissão de informação.

    Em resumo, a propriedade irregular deixará de ser financiável, negociável e, em muitos casos, operacionalmente viável.

    Cadeias Produtivas e Compradores Também Exigirão Regularidade

    O efeito da resolução não se limita ao sistema bancário. Cooperativas, agroindústrias e exportadores passarão a exigir comprovações documentais de regularidade ambiental dos seus fornecedores, como condição para manutenção de parcerias comerciais. Esse movimento já é observado nas cadeias de soja, carne bovina e algodão, entre outras.

    A exigência de conformidade ambiental incluirá:

    • Apresentação do CAR validado;
    • Ausência de registros de embargo;
    • Adoção comprovada de práticas socioambientais responsáveis.

    Portanto, mesmo produtores que não dependem diretamente de crédito rural deverão comprovar regularidade para permanecer inseridos em cadeias produtivas e comerciais mais exigentes.

    Como se Preparar Ainda em 2025

    O ano de 2025 é a janela técnica para ajustar a situação ambiental da propriedade e garantir acesso ao financiamento em 2026. O processo de adequação deve ser conduzido com base nos seguintes passos:

    1. Atualização do CAR junto ao órgão ambiental estadual, corrigindo eventuais sobreposições ou inconsistências;
    2. Realização de diagnóstico ambiental técnico da propriedade para identificação de passivos;
    3. Elaboração de Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), quando necessário;
    4. Adesão ao PRA e assinatura de Termo de Compromisso com o órgão competente;
    5. Obtenção de certidões de regularidade ambiental e monitoramento do cumprimento das obrigações;
    6. Organização documental de todas as etapas para apresentação junto a bancos, compradores e certificadoras.

     

    O Papel do Assessoramento Jurídico Especializado

    A regularização ambiental envolve riscos jurídicos, responsabilidades civis e procedimentos técnicos que devem ser conduzidos com precisão. Um escritório especializado contribui diretamente para:

    • Revisar e organizar a documentação legal e fundiária do imóvel;
    • Identificar riscos de embargo, pendências no CAR ou autuações anteriores;
    • Elaborar ou revisar planos técnicos (PRAD, TC, etc.) com base legal;
    • Representar o produtor em negociações e processos administrativos junto aos órgãos ambientais;
    • Acompanhar processos de regularização junto aos sistemas oficiais e bancos;
    • Evitar indeferimentos de crédito por inconsistências na documentação ambiental.

    O suporte jurídico técnico evita falhas que podem inviabilizar o acesso ao financiamento e proteger o produtor de sanções indevidas.

    Considerações Finais

    As exigências para concessão de crédito rural a partir de 2026 representam um novo marco regulatório para a atividade agropecuária no Brasil. A vinculação direta entre financiamento e conformidade ambiental transforma a regularização em um pré-requisito inadiável.

    Propriedades que não estiverem plenamente adequadas à legislação ambiental até o fim de 2025 ficarão, na prática, excluídas do acesso ao crédito oficial e da participação em mercados mais exigentes.

    A recomendação é agir com antecedência, apoio técnico qualificado e planejamento jurídico estruturado para garantir não apenas a regularidade, mas a continuidade e sustentabilidade da atividade rural.

    Precisa garantir que sua propriedade esteja pronta para as novas regras do crédito rural? Entre em contato com a Martins Zanchet Advocacia Ambiental e receba um plano jurídico e técnico completo para proteger seu negócio e manter sua produção financiada, segura e regularizada.


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  • Projeto de Lei permite que produtores atuem enquanto regularizam questões ambientais

    Projeto de Lei permite que produtores atuem enquanto regularizam questões ambientais

    O Projeto de Lei 290/2025, em tramitação no Senado Federal, propõe uma importante alteração na legislação ambiental ao permitir que produtores rurais continuem suas atividades econômicas enquanto realizam a regularização ambiental de suas propriedades. De autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), a proposta busca garantir segurança jurídica e evitar prejuízos ao setor agropecuário durante o processo de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

    Produtores poderão retomar atividades ao ingressar no PRA, defende projeto de lei

    Atualmente, conforme o Código Florestal (Lei 12.651/2012), produtores que aderem ao PRA só têm os embargos suspensos após cumprirem todas as exigências do programa, incluindo pagamento de multas e implementação de ações de recuperação ambiental. O senador Zequinha Marinho argumenta que essa exigência compromete a produção agrícola e pecuária, uma vez que, enquanto aguardam a análise dos órgãos ambientais, os produtores ficam impedidos de operar suas propriedades.

    O projeto propõe que, a partir do momento em que o produtor ingressa no PRA, ele possa retomar suas atividades imediatamente, sem precisar esperar o cumprimento total das exigências. Caso o produtor não cumpra as metas estabelecidas no programa dentro do prazo definido, o embargo seria reativado.

    O senador defende que a morosidade na análise dos processos de regularização ambiental tem prejudicado milhares de produtores, especialmente devido à falta de pessoal nas secretarias estaduais de meio ambiente, que frequentemente enfrentam sobrecarga de trabalho.

    Impactos e benefícios para os produtores

    A proposta pode trazer impactos positivos significativos para o setor produtivo, incluindo:

    • Redução da insegurança jurídica: Evita que produtores fiquem impedidos de trabalhar por longos períodos devido a processos burocráticos.
    • Evitação de prejuízos econômicos: Permite que a produção agropecuária continue operando, garantindo renda e empregos no setor.
    • Maior adesão ao PRA: Produtores terão um incentivo maior para regularizar suas propriedades sem medo de sanções imediatas.
    • Otimização dos processos ambientais: Com a flexibilização, os órgãos ambientais podem focar na fiscalização e no acompanhamento das metas de recuperação ambiental.

    O papel do Martins Zanchet Advocacia Ambiental

    O Martins Zanchet Advocacia Ambiental está atento às mudanças legislativas e pronto para assessorar produtores rurais no processo de adesão ao PRA e regularização ambiental. Nossos serviços incluem:

    • Consultoria jurídica especializada: Análise de cada caso e orientação sobre os melhores caminhos para a regularização sem comprometer a produtividade.
    • Defesa administrativa e judicial: Representação em processos de embargo ambiental, garantindo o direito de operação durante a regularização.
    • Gestão de conformidade ambiental: Auxílio na elaboração de projetos de recuperação e negociação de termos de ajuste de conduta.
    • Mediação com órgãos ambientais: Atuação para acelerar processos e evitar penalidades desnecessárias.

    Conclusão

    O PL 290/2025 representa uma proposta relevante para equilibrar a necessidade de preservação ambiental com a viabilidade econômica do setor agropecuário. A possibilidade de continuar operando enquanto cumpre as exigências do PRA pode reduzir impactos negativos ao produtor rural e incentivar a regularização ambiental, trazendo benefícios tanto para o meio ambiente quanto para a economia.

    O Martins Zanchet Advocacia Ambiental acompanha de perto essa tramitação legislativa e está pronto para oferecer suporte jurídico especializado aos produtores que buscam regularizar suas propriedades sem comprometer sua produção.

    Fonte: Senado Federal – Projeto evita que produtor paralise atividade enquanto faz regularização ambiental.


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