Author: Tiago Martins

  • CMN ajusta regras sobre impedimentos socioambientais e climáticos para concessão de crédito rural

    CMN ajusta regras sobre impedimentos socioambientais e climáticos para concessão de crédito rural

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou alterações nas normas que tratam dos impedimentos sociais, ambientais e climáticos para acesso ao crédito rural. As mudanças atualizam critérios utilizados pelas instituições financeiras na análise das operações e integram o processo de concessão de crédito à gestão de riscos regulatórios e socioambientais.

    As regras definem situações que podem restringir ou impedir a contratação de financiamentos rurais, considerando aspectos relacionados à regularidade da atividade produtiva e ao cumprimento das exigências legais aplicáveis. O objetivo é aprimorar os mecanismos de avaliação de risco e proporcionar maior uniformidade na aplicação dos critérios pelas instituições financeiras.

    As alterações também refletem a crescente integração entre política de crédito e mecanismos de controle regulatório, tornando a conformidade documental e cadastral um fator cada vez mais relevante para produtores e empresas do setor agropecuário.

    Crédito rural e gestão de risco regulatório

    O acesso ao crédito deixou de depender exclusivamente da capacidade econômica do tomador e passou a incorporar requisitos relacionados à regularidade jurídica e operacional da atividade. Nesse contexto, informações cadastrais, registros oficiais e eventuais restrições ambientais ou fundiárias podem influenciar diretamente a aprovação das operações financeiras.

    A atualização das normas reforça a tendência de utilização do sistema de crédito como instrumento de gestão de riscos, ampliando a relevância da conformidade regulatória para a obtenção de financiamento.

    Impactos para produtores e empresas do agronegócio

    As novas regras exigem atenção redobrada de produtores rurais, cooperativas e empresas do agronegócio quanto à manutenção da regularidade de suas operações e registros. Pendências administrativas, inconsistências cadastrais ou restrições identificadas pelos mecanismos de controle podem afetar a elegibilidade para determinadas linhas de crédito.

    Em um cenário de crescente exigência por segurança jurídica e previsibilidade nas operações financeiras, a adequação às normas regulatórias passa a desempenhar papel estratégico na viabilidade de investimentos e na expansão das atividades produtivas.

    Conclusão

    Os ajustes promovidos pelo CMN reforçam a integração entre concessão de crédito e avaliação de riscos socioambientais e climáticos. A medida amplia a importância da conformidade regulatória no acesso a financiamentos rurais e evidencia a tendência de fortalecimento dos mecanismos de controle aplicáveis ao setor agropecuário.

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA / Conselho Monetário Nacional (CMN)


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  • MMA avança na regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental com apoio internacional

    MMA avança na regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental com apoio internacional

    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima avançou na regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) com apoio do projeto GEF Áreas Privadas. A iniciativa busca fortalecer instrumentos de gestão territorial e aprimorar a regulamentação aplicável a áreas protegidas que coexistem com propriedades privadas e atividades econômicas.

    O processo de regulamentação pretende estabelecer diretrizes mais claras para gestão, uso e compatibilização das atividades desenvolvidas dentro das APAs, modalidade de unidade de conservação caracterizada pela presença de ocupação humana e uso sustentável dos recursos naturais.

    O avanço regulatório também envolve o desenvolvimento de mecanismos de governança, planejamento territorial e integração entre órgãos públicos, proprietários e demais atores envolvidos na gestão dessas áreas.

    Segurança regulatória e ordenamento territorial

     

    A regulamentação mais detalhada das APAs tende a reduzir ambiguidades sobre restrições, permissões e critérios aplicáveis ao uso do solo dentro dessas unidades de conservação. Isso pode contribuir para maior previsibilidade na análise de atividades econômicas, regularização de ocupações e definição de diretrizes de gestão territorial.

    Além disso, a consolidação de regras mais claras favorece a redução de conflitos administrativos e judiciais relacionados à interpretação das limitações incidentes sobre propriedades inseridas em APAs.

    Conclusão

    O avanço da regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental representa movimento relevante de aprimoramento da gestão territorial e da governança das unidades de conservação de uso sustentável. A definição de diretrizes mais claras tende a aumentar a previsibilidade regulatória e contribuir para maior segurança jurídica nas atividades desenvolvidas nessas áreas.

    Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima – MMA


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  • Por que o cliente precisa de um advogado ambiental que domine profundamente o Direito Administrativo Sancionador

    Por que o cliente precisa de um advogado ambiental que domine profundamente o Direito Administrativo Sancionador

    A atuação na área ambiental não se resume ao conhecimento genérico da legislação ecológica ou à defesa abstrata do meio ambiente. Em grande parte dos casos concretos, especialmente quando o cliente é autuado por órgãos ambientais, embargado em sua atividade, impedido de explorar uma área, multado ou submetido a processo administrativo, o ponto central passa a ser outro: a correta compreensão do Direito Administrativo Sancionador Ambiental.

    Esse ramo exige domínio técnico sobre a forma como o Estado exerce seu poder de polícia ambiental, aplica sanções, instaura processos administrativos, interpreta autos de infração, fixa multas, impõe embargos, determina apreensões e avalia a existência de responsabilidade administrativa. A Constituição Federal estabelece, no artigo 225, o dever de proteção do meio ambiente, mas esse dever não autoriza atuações administrativas automáticas, desproporcionais ou divorciadas das garantias fundamentais do administrado.

    Por isso, quando uma pessoa física ou jurídica enfrenta uma autuação ambiental, a escolha do advogado não deve ser baseada apenas na familiaridade genérica com o tema ambiental. É indispensável buscar um profissional que conheça, em profundidade, a legislação ambiental, o processo administrativo, a jurisprudência dos tribunais superiores e, sobretudo, a prática concreta perante os órgãos ambientais. No Direito Ambiental sancionador, técnica e experiência não são diferenciais acessórios. São elementos centrais para a proteção do cliente.

    1. O Direito Ambiental não pode ser compreendido sem o Direito Administrativo Sancionador

    O Direito Ambiental brasileiro possui múltiplas dimensões. Há a dimensão preventiva, relacionada ao licenciamento ambiental, à avaliação de impactos, ao cumprimento de condicionantes e à gestão de riscos. Há a dimensão reparatória, voltada à recomposição do dano ambiental e à responsabilidade civil. Há, ainda, a dimensão penal, quando determinadas condutas são tipificadas como crimes ambientais. Contudo, existe uma dimensão de enorme relevância prática que muitas vezes é tratada de forma superficial: a responsabilidade administrativa ambiental.

    É justamente nessa esfera que surgem autos de infração, multas simples, multas diárias, embargos, apreensões, suspensão de atividades, restrições administrativas, demolições e outras medidas capazes de afetar profundamente a vida econômica e patrimonial do cliente. A Lei nº 9.605/1998 dispõe sobre sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, enquanto o Decreto nº 6.514/2008 regulamenta as infrações e sanções administrativas ambientais no plano federal.

    O Decreto nº 6.514/2008 define infração administrativa ambiental como toda ação ou omissão que viole regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente. Essa definição demonstra que a responsabilização administrativa depende da análise concreta da conduta imputada, da norma supostamente violada, do nexo entre o comportamento do autuado e o fato descrito, além da regularidade formal e material do auto de infração.

    Um erro comum é imaginar que, por se tratar de matéria ambiental, qualquer autuação seria automaticamente válida. Essa visão é juridicamente inadequada. O poder de polícia ambiental deve observar legalidade, tipicidade, motivação, proporcionalidade, razoabilidade, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. A proteção ambiental é constitucionalmente essencial, mas não elimina as garantias do administrado.

    É nesse ponto que o conhecimento do Direito Administrativo Sancionador se torna decisivo. O advogado precisa saber identificar se houve descrição adequada da conduta, se a capitulação legal está correta, se o órgão autuante era competente, se a sanção foi dosada de maneira proporcional, se houve prova suficiente da autoria, se existe nexo causal, se foram respeitados os prazos processuais, se há prescrição, nulidade, bis in idem, ausência de motivação ou responsabilização indevida por fato de terceiro.

    No processo administrativo ambiental, uma defesa eficiente não pode ser construída apenas com argumentos genéricos sobre boa-fé ou ausência de dano. É necessário enfrentar tecnicamente o conteúdo do auto de infração, o relatório de fiscalização, o termo de embargo, os registros fotográficos, as coordenadas geográficas, os pareceres técnicos, os documentos fundiários, as licenças ambientais, o Cadastro Ambiental Rural, as autorizações eventualmente existentes e todos os elementos que compõem a imputação administrativa.

    2. Responsabilidade administrativa ambiental exige análise de conduta, nexo causal e culpabilidade

    Uma das questões mais relevantes para a advocacia ambiental contemporânea é a distinção entre responsabilidade civil ambiental e responsabilidade administrativa ambiental. A responsabilidade civil ambiental possui regime próprio, fortemente associado à reparação integral do dano e, em muitos casos, à responsabilidade objetiva. Já a responsabilidade administrativa ambiental, especialmente quando envolve aplicação de sanção, não pode ser tratada como mera consequência automática da existência de um dano ou de uma irregularidade ambiental.

    O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento de que a responsabilidade administrativa ambiental possui natureza subjetiva. Isso significa que a imposição de sanção administrativa exige a demonstração de conduta imputável ao autuado, não bastando responsabilizá-lo automaticamente pela simples condição de proprietário, empreendedor, adquirente, possuidor ou beneficiário indireto, sem adequada comprovação do vínculo com a infração.

    Essa compreensão tem enorme impacto prático para o cliente. Em muitos processos administrativos ambientais, a autuação é lavrada em contexto de alta complexidade fática: áreas rurais com histórico de ocupação anterior, imóveis adquiridos já degradados, empreendimentos com cadeia contratual extensa, transporte de cargas por terceiros, atividades executadas por prestadores de serviço, áreas embargadas sem delimitação precisa ou danos ambientais atribuídos sem prova técnica suficiente.

    Nesses casos, o advogado ambiental experiente precisa verificar se a imputação administrativa respeita os pressupostos mínimos da responsabilidade sancionadora. Deve perguntar: qual foi exatamente a conduta atribuída ao cliente? Houve ação ou omissão concreta? O cliente tinha domínio sobre o fato? Havia dever jurídico específico de agir? O dano ou a irregularidade decorreu de conduta própria ou de terceiro? O órgão ambiental demonstrou nexo causal? A multa foi calculada com critérios objetivos? A sanção aplicada guarda proporcionalidade com a gravidade da infração?

    Essas perguntas não são meramente teóricas. Elas podem definir o resultado de uma defesa administrativa, de uma ação anulatória ou de uma estratégia de regularização. Um auto de infração ambiental pode gerar consequências gravíssimas: inscrição em dívida ativa, execução fiscal, restrição de atividades econômicas, dificuldade de obtenção de crédito, impedimento em licitações, entraves no licenciamento ambiental, prejuízo reputacional e paralisação de empreendimentos.

    Por isso, o cliente não deve tratar a defesa ambiental como mera formalidade. Uma defesa mal elaborada pode consolidar uma narrativa desfavorável, deixar de produzir provas essenciais, não impugnar pontos técnicos decisivos e permitir que a Administração forme convicção com base apenas no relatório fiscal. Em matéria ambiental sancionadora, a primeira manifestação defensiva muitas vezes condiciona todo o desenvolvimento posterior do processo.

    A atuação qualificada exige domínio simultâneo de Direito Ambiental, Direito Administrativo, processo administrativo, teoria da sanção, prova técnica, jurisprudência e prática institucional dos órgãos ambientais. O advogado precisa saber quando sustentar nulidade formal, quando discutir mérito, quando demonstrar ausência de autoria, quando impugnar a dosimetria, quando propor regularização, quando buscar conversão de multa, quando negociar tecnicamente com o órgão ambiental e quando judicializar a controvérsia.

    3. A experiência prática do advogado ambiental protege o cliente contra riscos jurídicos, econômicos e estratégicos

    No Direito Ambiental, conhecimento teórico sem experiência prática pode ser insuficiente. A atuação perante órgãos ambientais exige compreensão da dinâmica real dos processos, dos prazos, da linguagem técnica utilizada pelos fiscais, das exigências documentais, das possibilidades de saneamento, das limitações institucionais e dos caminhos administrativos mais adequados para cada situação.

    O cliente que busca um advogado ambiental especializado não está apenas contratando alguém para escrever uma defesa. Está buscando alguém capaz de compreender o problema em sua totalidade, avaliar riscos, organizar documentos, dialogar com técnicos, construir uma tese defensiva consistente e formular uma estratégia compatível com os interesses econômicos e jurídicos envolvidos.

    Em muitos casos, o objetivo não será apenas cancelar uma multa. Pode ser necessário buscar o levantamento de embargo, viabilizar a continuidade de uma atividade, regularizar uma licença, demonstrar cumprimento de condicionantes, afastar responsabilidade por conduta de terceiro, evitar agravamento de penalidade, impedir inscrição em dívida ativa, preservar a imagem empresarial ou estruturar um plano de conformidade ambiental.

    A advocacia ambiental moderna exige visão estratégica. O advogado precisa compreender que o processo sancionador não existe isoladamente. Ele pode se conectar com licenciamento ambiental, regularização fundiária, responsabilidade civil, inquérito civil, ação civil pública, termo de ajustamento de conduta, fiscalização municipal, atuação de órgãos estaduais, IBAMA, ICMBio, Ministério Público, financiadores, compradores, investidores e parceiros comerciais.

    Para empresas, produtores rurais, empreendedores imobiliários, indústrias, loteadores, transportadores, gestores públicos e pessoas físicas autuadas, a ausência de assessoria especializada pode transformar um problema administrável em uma crise jurídica ampla. Uma multa ambiental não é apenas um valor financeiro. Ela pode representar uma imputação formal de ilicitude, com efeitos patrimoniais, operacionais, reputacionais e negociais.

    O advogado com prática ambiental experiente também sabe que nem toda defesa deve seguir o mesmo caminho. Há casos em que a melhor estratégia é atacar a nulidade do auto de infração. Em outros, o ponto central é demonstrar ausência de responsabilidade subjetiva. Em determinadas situações, a discussão deve se concentrar na desproporcionalidade da multa. Em outras, a prioridade é comprovar regularização ambiental superveniente, cumprimento de exigências técnicas ou inexistência de dano relevante.

    Essa capacidade de escolher a estratégia correta é o que diferencia uma atuação meramente protocolar de uma defesa ambiental efetiva. O cliente precisa de um profissional que não apenas conheça a lei, mas que saiba aplicá-la diante de autos de infração concretos, relatórios técnicos complexos, decisões administrativas padronizadas e interpretações muitas vezes excessivamente amplas do poder sancionador estatal.

    Em síntese, a importância do advogado ambiental está justamente em equilibrar dois valores fundamentais: a proteção juridicamente adequada do meio ambiente e a defesa técnica das garantias do administrado. O cliente que enfrenta uma autuação ambiental não pode depender de respostas genéricas. Precisa de uma atuação especializada, estratégica e profundamente conhecedora do Direito Administrativo Sancionador Ambiental. Nesse campo, experiência prática, domínio jurídico e leitura técnica do caso não são detalhes. São a diferença entre uma defesa frágil e uma defesa verdadeiramente capaz de proteger direitos, patrimônio e atividade econômica.

    Referências normativas e jurisprudenciais


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  • Governo destina R$ 150 milhões para reforço no combate a incêndios no Cerrado e Pantanal

    Governo destina R$ 150 milhões para reforço no combate a incêndios no Cerrado e Pantanal

    O governo federal anunciou a destinação de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para aquisição e entrega de equipamentos voltados à prevenção e ao combate a incêndios florestais no Cerrado e no Pantanal. A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional de resposta a eventos críticos e fortalecer a estrutura de atuação em regiões de alta vulnerabilidade ambiental.

    Os recursos serão utilizados para fornecimento de veículos, maquinários, sistemas de comunicação e equipamentos especializados destinados a órgãos públicos e equipes envolvidas nas ações de prevenção e combate aos incêndios. O objetivo é aumentar a eficiência operacional e melhorar a capacidade de atuação em áreas de difícil acesso.

    A medida ocorre em um contexto de intensificação das políticas de prevenção e monitoramento de queimadas, especialmente em biomas sujeitos a eventos climáticos extremos e períodos prolongados de seca.

    Estrutura operacional e prevenção de riscos

     

    O investimento em equipamentos e infraestrutura reforça a estratégia de fortalecimento da capacidade estatal de resposta a incêndios florestais. A ampliação da estrutura operacional tende a melhorar a coordenação entre equipes, reduzir o tempo de resposta e aumentar a eficiência das operações de contenção.

    Além disso, iniciativas dessa natureza contribuem para a consolidação de políticas públicas de prevenção, com foco em monitoramento, logística e gestão integrada de riscos ambientais.

    Conclusão

    A destinação de recursos do Fundo Amazônia para reforço das ações de prevenção e combate a incêndios no Cerrado e Pantanal evidencia o fortalecimento da estrutura operacional voltada à gestão de riscos ambientais. A iniciativa reforça a importância da capacidade logística e tecnológica na resposta a eventos críticos e na implementação de políticas públicas de prevenção.

    Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima – MMA


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  • Empresa autorizada a suprimir praça pública responde por dano ambiental, decide Justiça

    Empresa autorizada a suprimir praça pública responde por dano ambiental, decide Justiça

    Decisão judicial reconheceu que empresa responsável pela supressão de vegetação em praça pública deve responder por dano ambiental, mesmo tendo atuado com autorização administrativa. O entendimento reforça que a regularidade formal da atividade não afasta, por si só, a obrigação de reparar impactos ambientais decorrentes da execução do empreendimento.

    No caso analisado, ficou evidenciado que a intervenção resultou em degradação ambiental, o que levou à responsabilização da empresa independentemente da existência de autorização prévia. A decisão destaca que o licenciamento ou a autorização administrativa não funcionam como excludente automática de responsabilidade quando há dano efetivamente comprovado.

    O entendimento reafirma a lógica de responsabilidade objetiva no direito ambiental, em que a comprovação do dano e do nexo causal com a atividade desenvolvida são suficientes para gerar o dever de reparação.

    Responsabilidade além da autorização administrativa

    A decisão evidencia que autorizações públicas devem ser acompanhadas de execução adequada e observância das condicionantes estabelecidas. Falhas na implementação, ausência de medidas mitigadoras ou impactos não previstos podem resultar em responsabilização, ainda que a atividade tenha sido previamente autorizada.

    O caso também reforça a importância da análise técnica na execução de intervenções em áreas urbanas com cobertura vegetal, especialmente em espaços públicos que desempenham funções ambientais relevantes.

    Conclusão

    O entendimento de que empresa autorizada a suprimir praça pública responde por dano ambiental reforça que a regularidade formal não elimina a responsabilidade por impactos gerados. A decisão destaca a centralidade da execução adequada e da gestão de riscos como elementos essenciais para evitar passivos decorrentes de intervenções ambientais.

    Fonte: Consultor Jurídico – ConJur


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  • STJ restabelece ações penais contra ex-presidente da Vale no caso Brumadinho

    STJ restabelece ações penais contra ex-presidente da Vale no caso Brumadinho

    O Superior Tribunal de Justiça restabeleceu a condição de réu do ex-presidente da Vale em ações penais relacionadas ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG). A decisão reabre a discussão sobre a responsabilização criminal de executivos em desastres ambientais de grande escala.

    O entendimento do tribunal indica que há elementos suficientes para continuidade das ações penais, permitindo a análise aprofundada das responsabilidades individuais no contexto do evento. O caso envolve a apuração de condutas ligadas à gestão e à tomada de decisões em empreendimento de alto risco.

    A decisão reforça a possibilidade de responsabilização penal de agentes que ocupam posições de direção em empresas, especialmente quando suas atribuições estejam relacionadas à gestão de riscos e à prevenção de eventos com potencial de impacto significativo.

    Responsabilização individual e governança corporativa

    O restabelecimento das ações penais evidencia que a responsabilização em desastres ambientais não se limita à pessoa jurídica. Executivos e gestores podem ser diretamente envolvidos na apuração, a depender do grau de participação, conhecimento e poder decisório.

    Esse entendimento amplia a relevância de estruturas internas de governança, controle de riscos e compliance, especialmente em setores que operam com atividades de maior potencial de impacto.

    Além disso, o caso reforça que decisões estratégicas e operacionais em empresas podem ter repercussões jurídicas diretas para seus administradores, inclusive na esfera penal.

    Conclusão

    A decisão do STJ de restabelecer ações penais contra o ex-presidente da Vale no caso Brumadinho reafirma a possibilidade de responsabilização individual em desastres ambientais de grande impacto. O entendimento destaca a importância da governança corporativa e da gestão adequada de riscos como elementos centrais para a prevenção de responsabilidades jurídicas.

    Fonte: Superior Tribunal de Justiça – STJ


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  • Goiás regulamenta compensação ambiental por impactos à fauna em casos de desmatamento

    Goiás regulamenta compensação ambiental por impactos à fauna em casos de desmatamento

    O Estado de Goiás regulamentou a compensação ambiental específica por impactos à fauna decorrentes de desmatamento. A medida estabelece diretrizes para mensuração, valoração e compensação de danos causados à biodiversidade, especialmente em situações de supressão vegetal autorizada ou irregular.

    A regulamentação cria parâmetros mais objetivos para avaliação dos impactos sobre a fauna, permitindo maior padronização na aplicação de medidas compensatórias. O objetivo é estruturar critérios técnicos que orientem a atuação dos órgãos ambientais e reduzam a margem de subjetividade na definição das obrigações.

    A norma também reforça a necessidade de integração entre análise ambiental e medidas compensatórias, vinculando a supressão de vegetação à adoção de ações voltadas à mitigação e compensação dos impactos sobre espécies e ecossistemas afetados.

    Padronização e previsibilidade regulatória

    A regulamentação estadual contribui para maior previsibilidade na aplicação de compensações ambientais, ao estabelecer critérios claros para quantificação e exigência das medidas. Isso tende a reduzir divergências interpretativas e conflitos entre administrados e órgãos ambientais.

    Além disso, a definição de parâmetros específicos para fauna representa um avanço na especialização das exigências ambientais, alinhando a atuação administrativa a critérios técnicos mais detalhados.

    Conclusão

    A regulamentação da compensação ambiental por impactos à fauna em Goiás indica um movimento de aprimoramento das regras aplicáveis ao desmatamento, com foco em padronização e maior objetividade na definição de obrigações. A medida reforça a tendência de detalhamento técnico das exigências ambientais e de fortalecimento da previsibilidade regulatória no âmbito estadual.

    Fonte: Jornal Opção


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  • Justiça determina realocação de capela em área costeira e reforça prevalência de restrições ambientais

    Justiça determina realocação de capela em área costeira e reforça prevalência de restrições ambientais

    Decisão judicial determinou a realocação de uma capela localizada em área costeira após reconhecimento de incompatibilidade com as restrições ambientais aplicáveis à região. O caso envolve construção histórica associada à presença de jesuítas, mas que, segundo o entendimento judicial, não afasta a incidência das normas de proteção ambiental.

    A decisão destaca que, mesmo em situações envolvendo bens de valor cultural ou histórico, a permanência de estruturas em áreas ambientalmente sensíveis pode ser questionada quando houver conflito com o regime jurídico de proteção. A determinação de realocação indica a prevalência das normas ambientais sobre a ocupação irregular, independentemente do tempo de existência da edificação.

    O caso também evidencia que a consolidação fática de ocupações em áreas protegidas não garante sua permanência quando identificada incompatibilidade com a legislação vigente. A análise judicial considerou a necessidade de compatibilizar o uso da área com as regras ambientais aplicáveis, ainda que isso implique a remoção da estrutura existente.

    Conflito entre ocupação consolidada e restrições ambientais

    A decisão reforça a tendência de aplicação rigorosa das normas ambientais em áreas sensíveis, especialmente em zonas costeiras, onde a proteção legal costuma ser mais restritiva. O tempo de ocupação ou o valor histórico do bem não são, por si só, suficientes para afastar a obrigação de adequação às regras ambientais.

    Casos dessa natureza costumam envolver conflitos entre diferentes interesses — ambientais, culturais e sociais — exigindo análise técnica e jurídica detalhada para definição das medidas cabíveis.

    Conclusão

    A determinação judicial de realocação da capela evidencia que restrições ambientais podem prevalecer mesmo em situações de ocupação antiga ou de valor histórico. O entendimento reforça a centralidade das normas de proteção ambiental na definição do uso do território e a necessidade de compatibilização entre diferentes interesses em áreas sensíveis.

    Fonte: DireitoAmbiental.com


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  • Indústria da construção leva ao STF debate sobre constitucionalidade da Lei Geral do Licenciamento Ambiental

    Indústria da construção leva ao STF debate sobre constitucionalidade da Lei Geral do Licenciamento Ambiental

    Entidades representativas da indústria da construção acionaram o Supremo Tribunal Federal para que seja declarada a constitucionalidade da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. A iniciativa busca consolidar segurança jurídica em torno do novo marco legal e evitar disputas interpretativas que possam comprometer sua aplicação.

    O movimento ocorre em um cenário de questionamentos jurídicos sobre a lei, envolvendo temas como competências federativas, critérios de licenciamento e alcance das normas gerais estabelecidas. Ao levar o tema ao STF, o setor busca uma definição clara que reduza incertezas e uniformize a interpretação da legislação em todo o país.

    A eventual manifestação do Supremo tende a ter impacto direto sobre a implementação da lei por órgãos ambientais da União, Estados e Municípios, além de influenciar a condução de processos de licenciamento em diferentes setores da economia.

    Segurança jurídica e previsibilidade regulatória

     

    A discussão no STF evidencia a importância da previsibilidade regulatória para setores que dependem do licenciamento ambiental como etapa essencial para viabilização de projetos. Divergências interpretativas ou questionamentos sobre a validade da norma podem gerar atrasos, aumento de custos e insegurança na tomada de decisão.

    A definição da constitucionalidade pelo tribunal tende a reduzir o risco de judicialização fragmentada e a estabelecer parâmetros mais claros para a atuação dos órgãos licenciadores.

    Conclusão

    O pedido da indústria da construção ao STF para declarar a constitucionalidade da Lei Geral do Licenciamento Ambiental reflete a busca por maior estabilidade jurídica no setor. A eventual decisão do Supremo terá papel central na consolidação do novo marco legal e na definição do ambiente regulatório aplicável ao licenciamento ambiental no Brasil.

    Fonte: Supremo Tribunal Federal – Notícias STF


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  • Presidente do STF destaca necessidade de respostas institucionais coordenadas diante da emergência climática

    Presidente do STF destaca necessidade de respostas institucionais coordenadas diante da emergência climática

    O presidente do Supremo Tribunal Federal afirmou que a emergência climática exige respostas institucionais e jurídicas coordenadas entre os diferentes Poderes e níveis de governo. A manifestação reforça o papel crescente das instituições na formulação e implementação de medidas voltadas à gestão de riscos climáticos e ambientais.

    A declaração aponta para a necessidade de integração entre políticas públicas, atuação regulatória e decisões judiciais, especialmente em temas que envolvem impactos de larga escala e múltiplos atores institucionais. O enfrentamento de desafios climáticos passa a demandar maior articulação entre União, Estados, Municípios e órgãos de controle.

    O posicionamento também sinaliza a consolidação de uma agenda institucional que ultrapassa a atuação isolada de cada órgão, exigindo coordenação, planejamento e alinhamento estratégico na condução de medidas ambientais.

    Coordenação institucional e governança

     

    A referência à necessidade de respostas coordenadas evidencia uma tendência de fortalecimento da governança ambiental no país, com maior integração entre decisões administrativas e judiciais. Em temas complexos, a ausência de alinhamento institucional tende a gerar ineficiência, sobreposição de competências e insegurança jurídica.

    A atuação coordenada entre os Poderes e entes federativos pode contribuir para maior efetividade das políticas públicas, redução de conflitos e melhor gestão de riscos associados a eventos climáticos.

    Conclusão

    A manifestação do presidente do STF reforça a centralidade da coordenação institucional no enfrentamento da emergência climática. O cenário aponta para a necessidade de integração entre decisões jurídicas e políticas públicas, com foco em eficiência, previsibilidade e efetividade das medidas adotadas.

    Fonte: Supremo Tribunal Federal – Notícias STF


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  • STF forma maioria pela validade de restrições à compra de terras por empresas brasileiras controladas por estrangeiros

    STF forma maioria pela validade de restrições à compra de terras por empresas brasileiras controladas por estrangeiros

    O Supremo Tribunal Federal formou maioria de votos pela validade das restrições à aquisição de terras rurais por empresas brasileiras controladas por estrangeiros. O julgamento trata da interpretação da legislação que regula o acesso à propriedade rural por capital estrangeiro e seus impactos sobre soberania, uso do território e atividade econômica.

    A posição majoritária reconhece a constitucionalidade das limitações impostas a esse tipo de aquisição, reforçando o entendimento de que empresas brasileiras sob controle estrangeiro devem se submeter às mesmas restrições aplicáveis a pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras. O tema envolve a compatibilização entre a liberdade econômica e a proteção de interesses estratégicos nacionais.

    A discussão tem impacto direto sobre operações envolvendo aquisição de terras, estruturação societária e investimentos no setor rural. A definição do STF tende a consolidar um ambiente jurídico mais previsível, ainda que com limitações claras à atuação de capital estrangeiro nesse segmento.

    Impactos regulatórios e de investimento

    A decisão afeta especialmente empresas com participação estrangeira em setores como agronegócio, energia, florestas plantadas e projetos de infraestrutura vinculados ao uso de terras. A necessidade de observância das restrições pode influenciar modelos societários, estratégias de investimento e estruturas de controle.

    Além disso, o entendimento reforça a importância da análise jurídica prévia em operações envolvendo aquisição de imóveis rurais, especialmente quando há participação direta ou indireta de capital estrangeiro.

    Conclusão

    A formação de maioria no STF pela validade das restrições à aquisição de terras por empresas brasileiras controladas por estrangeiros reforça a segurança jurídica sobre o tema e consolida limites à atuação de capital internacional no mercado fundiário. O julgamento evidencia a relevância estratégica da regulação do uso da terra e seus impactos sobre investimentos e organização empresarial no país.

    Fonte: Supremo Tribunal Federal – Notícias STF


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  • STF encaminha ações sobre restrições a benefícios em acordos ambientais para solução consensual

    STF encaminha ações sobre restrições a benefícios em acordos ambientais para solução consensual

    O Supremo Tribunal Federal encaminhou para solução consensual ações que discutem restrições a benefícios concedidos em acordos ambientais. A medida indica a adoção de mecanismos de mediação e negociação como alternativa à decisão judicial tradicional em temas de maior complexidade e impacto institucional.

    As ações tratam de controvérsias envolvendo condições impostas em acordos ambientais e seus reflexos sobre direitos, incentivos e benefícios vinculados a políticas públicas. Ao optar pelo encaminhamento para solução consensual, o STF sinaliza a busca por soluções mais equilibradas, que considerem múltiplos interesses e reduzam o risco de prolongamento do litígio.

    O movimento reflete uma tendência crescente no Judiciário de utilizar instrumentos de resolução consensual em matérias estruturais, especialmente quando envolvem diferentes entes federativos, órgãos públicos e impactos econômicos relevantes.

    Solução consensual e gestão de conflitos complexos

    A utilização de mecanismos consensuais em disputas ambientais permite maior flexibilidade na construção de soluções, evitando decisões rígidas que possam gerar efeitos colaterais indesejados. Em casos que envolvem políticas públicas e acordos amplos, a negociação pode proporcionar maior estabilidade e viabilidade na implementação das medidas.

    Além disso, a abordagem consensual tende a reduzir a judicialização prolongada, custos processuais e incertezas, favorecendo a construção de soluções mais duradouras e alinhadas às realidades institucionais.

    Conclusão

    O encaminhamento das ações pelo STF para solução consensual reforça a tendência de utilização de mecanismos negociados na resolução de conflitos ambientais complexos. A iniciativa evidencia a busca por maior eficiência, estabilidade e previsibilidade na condução de disputas que envolvem interesses institucionais relevantes e múltiplos atores.

    Fonte: Supremo Tribunal Federal – Notícias STF


    [us_vwrapper][us_btn align=”center” label=”Agende sua reunião” link=”%7B%22url%22%3A%22https%3A%2F%2Fmartinsezanchet.com.br%2Fcontato%2F%22%2C%22target%22%3A%22_blank%22%7D” style=”1″ css=”%7B%22default%22%3A%7B%22animation-name%22%3A%22afc%22%7D%7D”][/us_vwrapper]

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  • Câmara aprova urgência para projeto que impacta regras de fiscalização ambiental

    Câmara aprova urgência para projeto que impacta regras de fiscalização ambiental

    A Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para um projeto de lei que trata de mudanças nas regras de fiscalização ambiental. A medida acelera a tramitação da proposta e indica prioridade política para revisão de instrumentos relacionados à atuação dos órgãos de controle.

    O avanço do projeto ocorre em um contexto de debates sobre equilíbrio entre fiscalização, atividade econômica e segurança jurídica. A proposta pode alterar procedimentos, critérios de atuação e mecanismos de responsabilização, com impacto direto sobre a forma como infrações ambientais são apuradas e penalizadas.

    A tramitação em regime de urgência reduz o tempo de discussão nas comissões e leva o texto diretamente ao plenário, o que tende a acelerar a definição do conteúdo final da norma. Esse movimento reforça a importância de acompanhamento próximo por parte de setores regulados e agentes públicos.

    Possíveis impactos regulatórios

    Mudanças nas regras de fiscalização ambiental têm potencial de afetar diretamente a dinâmica de controle, autuação e aplicação de penalidades. Alterações nos procedimentos podem influenciar desde a lavratura de autos de infração até a condução de processos administrativos e a definição de sanções.

    Para o ambiente regulatório, a revisão dessas regras pode representar tanto simplificação de procedimentos quanto redefinição de responsabilidades, dependendo da redação final do projeto. O impacto tende a ser relevante em setores sujeitos a fiscalização recorrente, como infraestrutura, agronegócio, mineração e indústria.

    Conclusão

    A aprovação do regime de urgência para proposta que altera regras de fiscalização ambiental indica movimento relevante no cenário regulatório. A eventual mudança no modelo de fiscalização poderá influenciar a atuação dos órgãos ambientais e a forma de controle das atividades econômicas, reforçando a necessidade de acompanhamento atento da evolução legislativa.

    Fonte: ICL Notícias


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  • Novo projeto de lei deve redefinir licenciamento para cabos submarinos no Brasil

    Novo projeto de lei deve redefinir licenciamento para cabos submarinos no Brasil

    O governo federal avalia a elaboração de um novo projeto de lei para disciplinar o licenciamento ambiental de cabos submarinos no Brasil. A iniciativa surge em meio à expansão da infraestrutura digital e à crescente demanda por conectividade internacional, especialmente com o aumento do tráfego de dados e da dependência de redes de comunicação de alta capacidade.

    A proposta busca estabelecer um marco mais claro e específico para o licenciamento desse tipo de empreendimento, atualmente submetido a regras gerais que nem sempre refletem as particularidades técnicas e operacionais da instalação de cabos submarinos. O objetivo é conferir maior previsibilidade regulatória e reduzir entraves que podem impactar a implementação de projetos estratégicos para o país.

    O tema envolve não apenas questões ambientais, mas também aspectos relacionados à segurança nacional, soberania digital e desenvolvimento econômico. A ausência de um regime específico pode gerar sobreposição de exigências, incertezas quanto às competências e aumento do tempo de tramitação dos processos de licenciamento.

    Infraestrutura digital e ambiente regulatório

    A expansão de cabos submarinos é considerada essencial para suportar serviços digitais, data centers, operações financeiras e comunicações internacionais. Nesse contexto, a eficiência regulatória passa a ser um fator determinante para viabilizar investimentos e garantir a competitividade do país no cenário global.

    A criação de um marco legal específico tende a alinhar o licenciamento ambiental às características técnicas desses empreendimentos, evitando distorções e proporcionando maior uniformidade na análise dos projetos.

    Conclusão

    A iniciativa de criar um projeto de lei específico para o licenciamento de cabos submarinos indica um movimento de adaptação do marco regulatório à realidade da infraestrutura digital. A definição de regras claras e adequadas ao setor tende a aumentar a previsibilidade, reduzir entraves e favorecer a implementação de projetos estratégicos para conectividade e desenvolvimento econômico.

    Fonte: Teletime


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  • ADI 7916 no STF e a importância de o advogado ambiental acompanhar a ação, independentemente de opinião pessoal

    ADI 7916 no STF e a importância de o advogado ambiental acompanhar a ação, independentemente de opinião pessoal

    A ADI 7916 ocupa hoje um lugar central no debate jurídico sobre a Lei nº 15.190/2025, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Mais do que um processo de grande repercussão, trata se de uma ação de controle concentrado que discute a constitucionalidade de diversos dispositivos estruturantes da nova lei, com potencial de impacto direto na forma como advogados constroem teses, orientam clientes, acompanham procedimentos administrativos e sustentam posições em juízo.

    A petição inicial da ADI 7916 foi proposta pela REDE Sustentabilidade e pela ANAMMA, com pedido de medida cautelar, e apresenta uma impugnação ampla da Lei nº 15.190/2025. A inicial não se limita a um ponto específico. Ela organiza um ataque sistemático a vários artigos da norma, sustentando vícios formais e materiais, e pede ao Supremo Tribunal Federal a suspensão imediata de diversos dispositivos, além da declaração de inconstitucionalidade no mérito. Esse desenho processual já revela a relevância da ação para a advocacia ambiental: não se discute apenas uma interpretação pontual, mas a base normativa de múltiplas rotinas jurídicas da área.

    O que a petição inicial da ADI 7916 sustenta

    A inicial da ADI 7916 é tecnicamente estruturada. Logo no início, apresenta uma síntese da demanda e indica que o objetivo é o controle abstrato de constitucionalidade de dispositivos da Lei nº 15.190/2025. Em seguida, desenvolve a legitimidade ativa dos autores, com fundamento no art. 103 da Constituição, tratando separadamente da legitimidade da REDE Sustentabilidade e da ANAMMA.

    No plano argumentativo, a petição se organiza em dois grandes eixos.

    O primeiro é o da inconstitucionalidade formal. A tese central, nesse ponto, é que a Lei nº 15.190/2025, por ser lei ordinária, teria avançado sobre matérias que os autores entendem vinculadas à disciplina da cooperação federativa ambiental em sede de lei complementar, especialmente no contexto da LC 140/2011. A inicial aponta que diversos dispositivos da nova lei alterariam, na prática, a repartição de competências, a dinâmica de atuação dos entes federativos e a coordenação institucional no licenciamento, o que, na visão dos autores, configuraria vício formal.

    O segundo eixo é o da inconstitucionalidade material. Aqui, a petição sustenta que vários artigos da Lei nº 15.190/2025 seriam incompatíveis com preceitos constitucionais e com a jurisprudência do STF. A inicial faz uso de precedentes e constrói um quadro argumentativo que associa cada dispositivo impugnado a um tipo de vício identificado, a preceitos constitucionais tidos como violados e a entendimentos jurisprudenciais que, segundo os autores, dariam suporte à tese.

    Esse ponto é importante para o advogado ambiental. A ADI 7916 não é uma ação com argumentação genérica. A petição foi montada com recortes normativos precisos, confronto entre dispositivos, e estratégia de vinculação a precedentes. Isso exige leitura técnica e acompanhamento atento por quem atua no setor.

    Os principais temas discutidos na inicial da ADI 7916

    A petição inicial da ADI 7916 impugna vários blocos temáticos da Lei nº 15.190/2025. Alguns deles são especialmente relevantes para a prática jurídica cotidiana.

    1. Competência federativa e reserva de lei complementar

    A inicial afirma que a Lei Geral do Licenciamento Ambiental teria inovado em matérias que afetariam a lógica de cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, tema que os autores vinculam à LC 140/2011. A petição aponta dispositivos como os arts. 1º, 2º, 3º, 4º e outros, sustentando que haveria invasão de esfera normativa inadequada para lei ordinária.

    Independentemente do acerto ou não dessa tese, o tema é central para a advocacia ambiental porque a repartição de competências está na base de quase toda controvérsia prática da área. Conflitos de atribuição, sobreposição de exigências, discussão sobre órgão competente, validade de atos administrativos e delimitação da atuação de cada ente são questões recorrentes em defesas administrativas, ações judiciais e consultorias.

    1. Licença por Adesão e Compromisso para atividades de médio impacto

    Outro bloco relevante da inicial é a impugnação da aplicação da LAC a atividades classificadas como de médio porte e médio impacto. A petição trata a LAC, nesse contexto, como modalidade autodeclaratória e sustenta que sua ampliação seria juridicamente problemática.

    Esse debate é altamente sensível para o advogado que acompanha licenciamento ambiental na prática. A forma de enquadramento da atividade, a escolha da modalidade de licença e o grau de controle administrativo esperado influenciam diretamente o planejamento do processo, a documentação exigida, a estratégia de compliance e os riscos futuros de questionamento administrativo ou judicial.

    1. Dispensas de licenciamento e lógica de listagem de atividades

    A petição também dedica espaço expressivo à crítica do modelo de definição das atividades sujeitas a licenciamento e das hipóteses de dispensa. Há questionamentos sobre a lógica de lista positiva, sobre dispensas relacionadas a infraestrutura preexistente e sobre atividades agropecuárias, inclusive em situações envolvendo CAR pendente de homologação.

    Esse tema não é apenas teórico. Ele afeta pareceres jurídicos, due diligence, planejamento regulatório e elaboração de estratégias de regularização. O advogado que assessora clientes em fase prévia, ou mesmo em fase de correção de passivos, precisa acompanhar a ADI 7916 porque uma eventual decisão do STF pode alterar os parâmetros jurídicos de enquadramento de atividades e o grau de segurança das teses utilizadas.

    1. Renovação automática por autodeclaração

    A inicial questiona também a regra de renovação automática de licença por autodeclaração, apontada na petição como dispositivo de elevado impacto administrativo. Trata se de tema que interfere diretamente na dinâmica de renovação de licenças, na previsibilidade regulatória e na estratégia de acompanhamento de prazos e condicionantes.

    Para a advocacia, esse ponto é relevante em duas frentes. A primeira é consultiva, porque exige avaliação cuidadosa sobre riscos de aderir a regimes simplificados. A segunda é contenciosa, porque a validade da renovação e os efeitos de sua eventual contestação podem se tornar objeto de litígio administrativo ou judicial.

    1. LAE e a noção de relevante interesse público ou social

    A petição impugna a Licença Ambiental Especial, prevista para empreendimentos classificados como de relevante interesse público ou social, sustentando problemas de amplitude conceitual e de compatibilidade constitucional.

    Esse debate interessa diretamente ao advogado que atua em projetos complexos, inclusive em situações em que o enquadramento jurídico do empreendimento é discutido de forma estratégica. A ADI 7916 pode influenciar a forma como se interpreta esse conceito, os requisitos para sua aplicação e a defensabilidade jurídica de seu uso em casos concretos.

    1. Condicionantes e impactos indiretos, cumulativos e sinérgicos

    A inicial dedica atenção aos arts. 14 e 29, com foco em condicionantes e no tratamento de impactos indiretos, induzidos, cumulativos e sinérgicos. A petição sustenta que a redação da lei teria limitado indevidamente o poder de condicionamento e restringido o conteúdo técnico do licenciamento.

    Esse é um dos pontos mais relevantes para a advocacia ambiental, em especial para quem atua com acompanhamento de licenciamentos e contencioso. Condicionantes são frequentemente o núcleo dos conflitos entre administrados e órgãos públicos. A forma como o STF vier a interpretar esse tema poderá alterar a argumentação sobre legalidade, proporcionalidade, pertinência técnica e extensão das exigências administrativas.

    1. Art. 17 e a relação com certidão municipal de uso do solo

    A inicial também questiona o art. 17 e sua relação com a certidão municipal de uso, parcelamento e ocupação do solo. O ponto é sensível porque envolve a interface entre Direito Ambiental e Direito Urbanístico, com reflexo direto na atuação de advogados que trabalham com licenciamento em áreas urbanas, expansão urbana, empreendimentos imobiliários e regularização.

    Mesmo para quem não atua prioritariamente no urbanístico, a questão é relevante. Muitos procedimentos de licenciamento dependem de compatibilização documental e institucional. Uma definição do STF sobre esse dispositivo pode impactar fluxos administrativos, cronogramas e estratégias de atuação perante Municípios e órgãos licenciadores.

    1. Licenciamento corretivo e efeitos sobre responsabilização

    A petição impugna o modelo de licenciamento corretivo, com destaque para o art. 26 e seus efeitos sobre a punibilidade relacionada ao art. 60 da Lei nº 9.605/1998. Trata se de um eixo particularmente importante para quem atua com defesa administrativa e judicial.

    Esse tema atravessa várias frentes da prática jurídica: autos de infração, termos administrativos, processos sancionatórios, ações penais, negociações institucionais e estratégias de regularização. A decisão do STF sobre esse ponto pode redefinir como se articula juridicamente a relação entre regularização administrativa e efeitos em outras esferas.

    1. Arts. 43 e 44, órgãos intervenientes e recortes territoriais

    A inicial da ADI 7916 também questiona o regime de manifestação de órgãos intervenientes, inclusive no que se refere à não vinculação dos pareceres, à continuidade do processo sem manifestação e ao recorte legal referente a terras indígenas homologadas e territórios quilombolas titulados.

    Esse bloco é tecnicamente relevante porque trata da governança procedimental do licenciamento. O advogado que acompanha processos administrativos precisa saber como a lei organiza a participação institucional, quais atos têm ou não efeito vinculante e como se constrói a segurança jurídica do procedimento diante de possíveis conflitos interinstitucionais.

    Art. 58, art. 65 e art. 66, III

    A inicial da ADI 7916 também questiona o regime de manifestação de órgãos intervenientes, inclusive no que se refere à não vinculação dos pareceres, à continuidade do processo sem manifestação e ao recorte legal referente a terras indígenas homologadas e territórios quilombolas titulados.

    Esse bloco é tecnicamente relevante porque trata da governança procedimental do licenciamento. O advogado que acompanha processos administrativos precisa saber como a lei organiza a participação institucional, quais atos têm ou não efeito vinculante e como se constrói a segurança jurídica do procedimento diante de possíveis conflitos interinstitucionais.

    A petição ainda impugna regras sobre responsabilidade de contratantes e financiadores, a disciplina do poder de polícia com prevalência do órgão licenciador em relação a atos de outros entes, e a revogação de dispositivos da Lei da Mata Atlântica.

    Esse conjunto demonstra que a ADI 7916 tem caráter estrutural. Ela não se limita à etapa inicial do licenciamento. Ela alcança responsabilidade, fiscalização, articulação institucional e efeitos sistêmicos da nova lei, o que reforça a necessidade de acompanhamento por toda a advocacia ambiental, inclusive por profissionais com atuação predominantemente contenciosa ou predominantemente consultiva.

    O pedido cautelar e o pedido de audiência pública

    A petição inicial da ADI 7916 formula pedido de medida cautelar para suspensão imediata de diversos dispositivos da Lei nº 15.190/2025. Isso é juridicamente decisivo para a advocacia. Em ações diretas, a cautelar pode alterar o cenário normativo antes do julgamento final, produzindo efeitos concretos sobre procedimentos em curso, estratégias defensivas e orientações já adotadas em casos reais.

    Além disso, a inicial pede a realização de audiência pública. Esse requerimento, por si só, sinaliza a complexidade técnica e institucional do tema. Para o advogado ambiental, isso importa por duas razões. Primeiro, porque tende a ampliar a densidade argumentativa do processo, com participação de diversos setores e formulação de teses qualificadas. Segundo, porque pode antecipar tendências interpretativas e recortes argumentativos que depois aparecerão no julgamento.

    Por que o advogado ambiental deve acompanhar a ADI 7916, independentemente de opinião pessoal

    Este é o ponto central.

    A importância de acompanhar a ADI 7916 não depende de concordar ou discordar da petição inicial, nem de preferências pessoais sobre o desenho da Lei nº 15.190/2025. O dever técnico do advogado, aqui, é outro: identificar o que está em discussão no STF e compreender como isso pode impactar sua atuação profissional.

    1. Porque a ADI 7916 discute a base constitucional da prática diária

    Advogados ambientais trabalham diariamente com competências administrativas, modalidades de licença, condicionantes, prazos, órgãos intervenientes, fiscalização e responsabilização. A ADI 7916 discute justamente esses elementos. Quando a base normativa desses temas é levada ao STF em controle concentrado, o acompanhamento deixa de ser opcional e passa a ser parte da própria técnica profissional.

    1. Porque o processo pode alterar defesas administrativas

    Defesas administrativas bem construídas dependem de domínio da legislação, da repartição de competências e da lógica do procedimento licenciatório e sancionatório. Se o STF suspender ou reinterpretar dispositivos da Lei nº 15.190/2025, o advogado precisará ajustar argumentos sobre validade de atos, competência do órgão, alcance de exigências e efeitos da regularização.

    Quem acompanha a ADI 7916 consegue agir preventivamente. Quem não acompanha, corre o risco de sustentar teses enfraquecidas por mudança jurisprudencial já em curso.

    1. Porque o processo pode redefinir teses em ações judiciais

    No contencioso judicial, a ADI 7916 tem potencial para repercutir em ações anulatórias, ações declaratórias, mandados de segurança, ações civis e discussões sobre legalidade de atos administrativos. Isso ocorre porque o STF pode fixar parâmetros interpretativos sobre dispositivos que servem de fundamento para a atuação dos órgãos e para a estratégia dos litigantes.

    Para o advogado, acompanhar a ADI 7916 é uma forma de manter a argumentação judicial atualizada, calibrar pedidos e organizar melhor o uso de precedentes.

    1. Porque a consultoria jurídica depende de estabilidade interpretativa

    A advocacia consultiva ambiental não trabalha apenas com leitura literal da lei. Ela depende de análise de risco, cenário institucional e previsibilidade de interpretação. Uma ADI como a 7916 altera exatamente esse ambiente.

    Em consultorias jurídicas, o advogado precisa orientar sobre viabilidade, risco regulatório, caminhos procedimentais, documentação, sequência de atos e defensabilidade futura da estratégia adotada. Se há discussão aberta no STF sobre os pilares da Lei nº 15.190/2025, essa informação precisa entrar na matriz de risco e na recomendação jurídica ao cliente.

    1. Porque o acompanhamento de licenciamento exige leitura dinâmica do STF

    Muitos advogados ambientais acompanham licenciamento não apenas na esfera documental, mas na coordenação prática do processo, na interlocução institucional e na gestão de contingências jurídicas. Nesse cenário, a ADI 7916 é especialmente relevante.

    A depender da evolução da ação, podem surgir mudanças na interpretação sobre modalidades de licença, participação de órgãos intervenientes, limites de condicionantes, renovação e regularização. O advogado que acompanha a ADI consegue adaptar cronogramas, revisar orientações e reduzir exposição a conflitos futuros.

    1. Porque a importância é transversal, independentemente do perfil do cliente

    A necessidade de acompanhar a ADI 7916 vale para quem atua com empresas, proprietários, associações, Municípios, órgãos públicos, consultorias técnicas ou contencioso especializado. O motivo é simples: a ação discute parâmetros gerais de validade constitucional da Lei nº 15.190/2025.

    Em outras palavras, não é um processo importante apenas para um tipo de cliente. Ele é importante para a qualidade técnica da advocacia ambiental como um todo.

    A postura profissional recomendada diante da ADI 7916

    Diante de uma ação com esse alcance, a melhor postura profissional é a do acompanhamento metódico e imparcial.

    Isso significa ler a petição inicial com atenção, mapear os dispositivos impugnados, entender os fundamentos formais e materiais, monitorar a fase cautelar, acompanhar manifestações institucionais e observar se haverá ingresso de amici curiae e audiência pública. Significa também revisar periodicamente teses de atuação em defesas administrativas, ações judiciais e pareceres consultivos à luz da evolução do processo.

    A advocacia ambiental madura não se orienta por reação tardia. Ela se orienta por monitoramento técnico, leitura sistêmica e atualização contínua.

    Conclusão

    A ADI 7916 é uma ação constitucional de alta relevância para o Direito Ambiental brasileiro porque discute, de forma ampla e estruturada, a validade de diversos dispositivos centrais da Lei nº 15.190/2025. A petição inicial apresenta uma impugnação robusta, organizada em teses de inconstitucionalidade formal e material, e alcança temas diretamente conectados à prática da advocacia ambiental: competência federativa, modalidades de licenciamento, dispensas, condicionantes, regularização, órgãos intervenientes, fiscalização e responsabilização.

    Por isso, a importância de acompanhar a ADI 7916 independe da opinião pessoal do advogado sobre o mérito da ação ou sobre a nova lei. O acompanhamento é uma exigência de técnica profissional. Quem atua com defesas administrativas e judiciais, consultorias jurídicas e acompanhamento de licenciamentos precisa compreender o que está sendo discutido no STF, antecipar possíveis efeitos da decisão e ajustar sua atuação com base em leitura constitucional atualizada.

    Esse é o ponto essencial. Em um cenário de mudança normativa e judicial intensa, acompanhar a ADI 7916 não é apenas estar informado. É advogar com precisão.

     


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